A exposição do Santander

O assunto dominou as redes sociais nas últimas semanas. Era para ser apenas mais uma exposição atrevida que pratica o preconceito religioso sob o véu de “arte moderna” e protegida pelo argumento da “liberdade de expressão”. Os cristãos, diretamente agredidos em seu código de símbolos clássicos, não ficaram calados. A imprensa “laica” rapidamente noticiou a reação como “moralista” (leia, por exemplo, a matéria da Revista ISTOÉ ou numerosos artigos da FOLHA DE SÃO PAULO). Ou seja, a liberdade de expressão é um direito apenas de quem ataca. Quem se defende é moralista. Hummm. Tá.

Rapidamente o Banco Santander percebeu a pataquada e o imenso prejuízo que viria ao ter sua marca associada à imagem de intolerância religiosa, preconceito e desrespeito. Não deu tempo. Imediatamente os ofendidos não se sentiram mais à vontade em manter suas contas neste banco. Dizem que a hemorragia inicial foi de 20.000 correntistas. É pouco se imaginarmos os 100 milhões de católicos no Brasil. Além disso, outros cristãos se uniram ao protesto. Os batistas, por exemplo, recomendaram aos seus fiéis migrarem suas contas para outros bancos. De fato, o anti-marketing desta exposição foi extremamente eficaz.

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O que justificaria escrever palavras de conotação sexual em hóstias, símbolo católico sagrado? Liberdade de expressão? Curiosamente não utilizaram nenhum símbolo muçulmano. Seria um pouco mais perigoso. Em alguns lugares do mundo logo surgiriam agências bancárias incendiadas por loucos de plantão. Utilizaram imagens de Maria, santíssima para os católicos. Por que o artista não usou uma foto de sua própria mãe? Certamente jamais faria isso. Nem os mais ácidos defensores deste tipo autoritário de “liberdade” iriam tolerar ver sua mãe pintada artisticamente de prostituta.

A coisa não é basicamente religiosa. É humana. Minha imagem me pertence. Sou o proprietário de minha face e dono do meu nariz. O novíssimo iphone X permite o destravamento da tela por meio de reconhecimento facial. Minha identidade é sagrada e única. Não preciso registrar a marca. É crime manipular esta minha identidade. Se me pintarem de anjo ou de demônio cabe processo. Códigos religiosos são imagens que formam a identidade de um povo. Abusar destes códigos de maneira irresponsável é um crime. Não cabe a liberdade quando a minha expressão fere o outro. Não tenho liberdade para agredir, ferir ou matar. Sou livre e devo me expressar livremente, desde que não desrespeite a liberdade do outro. Básico!

Os artistas infelizes macularam alguns códigos cristãos. Serão perdoados como mandou Jesus Cristo. Mas macularam a marca de um Banco, construída pelo suor de gerações. Não sei se aqui o perdão será tão rápido. Quem viver, verá!

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